web 2.0 nas empresas

O termo Web 2.0 já vem sendo utilizado desde 2003, aparentemente inventado pela O’ReillyMedia, para descrever uma suposta segunda geração de comunidades na web. Estas comunidades são por norma associadas a wikis, blogs, redes sociais, entre outros serviços/aplicações. Mas não vou apresentar a minha definição de Web 2.0, o meu objectivo com este artigo é simplesmente partilhar a minha opinião sobre a utilização destas tecnologias nas empresas para benefício próprio.

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Venda de Informação Online

A partir do presente dia (Quarta-Feira, 19 de Setembro 2007), o The New York Times online disponibiliza de forma livre o acesso a toda a área que anteriormente era paga. Portanto todas as notícias diárias e opiniões dos colunistas, as ferramentas de personalização e todo o arquivo desde 1987 passam a ter acesso livre. Estas novidades foram anunciadas há 2 dias (17 de Setembro) através de um Press Release no site da New York Times Company.

Caminhamos cada vez mais para uma web livre, onde o conteúdo é disponibilizado sem custos para quem o procura, se não nos é possível aceder a determinada informação por um determinado meio, facilmente acedemos por outro.

No entanto existe um dilema para quem produz informação, para quem é profissional desta área, como rentabilizar um site de informação? A resposta talvez mais directa será “com publicidade”. No entanto é necessário convencer quem compra publicidade no papel (pois apenas estou a considerar estes) de que tem a mesma ou mais projecção no online.

Mas que tipos de publicidade temos online tão atractiva como a do papel? Existem banners, quer sejam apenas imagens estáticas ou animadas (Gifs, Flash, etc), ou anúncios de texto (os mais conhecidos são os do Google Adsense). No entanto já existem diversas ferramentas que bloqueiam a publicidade nos sites e este é mais um argumento para o aumento da relutância de quem compra publicidade no papel também investir no online. Então qual a estratégia a adoptar?

Na minha opinião a publicidade online não deve ser descurada, não se deve investir em muitas zonas de publicidade mas a que existir deve estar destacada e deve ser adequada ao tipo de informação disponibilizada pelo site.

Quando se disponibiliza uma nova funcionalidade num site, se realiza uma remodelação no layout ou se disponibilizam livremente funcionalidades que anteriormente eram pagas, deve-se procurar um parceiro que patrocine estes eventos, sendo sem dúvida uma mais valia para ambos. No caso do The New York Times o patrocinador encontrado foi a American Express, a qual é referida como o primeiro patrocinador das áreas abertas, o que significa que outros lhe seguirão.

Usabilidade/Acessibilidade & Webdesigners, Part III

Aqui vai mais um episódio desta fantástica novela… Tenho de vender isto à TVI!!

Recebi a versão final do layout da tal empresa de design, tal como eu esperava todos as falhas reportadas mantiveram-se. Acedi à página, que está actualmente online, da publicação em questão e copiei algumas notícias para o código HTML (tsunami de divs…), que recebi, acrescentei uma categoria ao menú, mais umas opções à caixa de votação, mudei o mês referente à última edição de Junho para Setembro, duas notícias à listagem, o normal no dia a dia de um jornal online. Obviamente que tudo “partiu”, em seguida imprimi o resultado numa folha A3 (peço desculpa às árvores, mas foi mesmo necessário) e mostrei o resultado aos directores da publicação, os quais ficaram surpreendidos pois nunca pensaram que de facto aquilo pudesse acontecer.

A decisão final passa então por aproveitar alguns pormenores do layout da tal empresa e pedir à Log que desenvolva o layout de raiz, vou tentar falar com o Ivo Gomes para a semana.

Na reunião em que comunicámos esta decisão à empresa de design, fomos bastante “meigos”… No entanto acabei por me alterar um pouco com determinadas barbaridades apresentadas e defendidas. Mas tudo acabou em bem… Realmente, como dizia um dos meus colegas no final, “não valia a pena e também preciso de sair cedo”.

Moral da História:

1. Ter muito cuidado com as empresas de design que tentam fazer webdesign. Analisar com cuidado o portfólio das empresas no mercado e seleccionar aquela que apresenta melhores condições para responder aos requisitos especificados.

2. A empresa de design apenas deve interagir com alguém com conhecimentos técnicos e a par das necessidades da publicação. Todas as pessoas não-técnicas envolvidas só irão atrapalhar o processo.

3. Todas as especificações e requisitos técnicos devem ficar muito bem definidos numa proposta sujeita a adjudicação. Nesta situação isto não aconteceu pois os directores contactaram directamente a empresa e arranjaram um acordo através de uma permuta para o desenvolvimento do layout. Ou seja: “Vocês até fazem uns bonecos giros e gosto do aspecto do vosso trabalho façam-me um layout sexy para a minha publicação e deixamos que vocês façam alguma publicidade nas nossas publicações, boa??”

Episódio II

Episódio I

Usabilidade/Acessibilidade & Webdesigners, Part II

Escrevi num post anterior que estava envolvido num projecto de remodelação de um website de uma das publicações da empresa onde me encontro de momento e que uma empresa de (web?)Design estava a desenvolver o layout do mesmo…

Já tenho mais uma versão deste layout… Mais uma vez só me enviaram a página inicial do mesmo e desta vez constatei que tudo tem dimensão fixa, o que quer isto dizer? O título de uma notícia só podia ter no máximo 3 linhas (pequenas) caso contrário ficava por cima (??) do excerto, sendo que este também tinha de ser limitado senão ultrapassava os limites da caixa… O mesmo acontecia em todas as caixas de notícias!!! Como é possível??? A resposta que obtive foi que era uma “questão de gosto” e que os títulos das nossas notícias não ultrapassavam as 3 linhas, a verdade é que atingem 4 ou 5 dependendo das notícias e da dimensão das palavras utilizadas. Ou seja não pode ser o layout a limitar o trabalho do jornalista. Para além disso a caixa de votação era igualmente fixa permitindo apenas respostas de “sim” ou “não”, outro tipo de respostas ou em maior quantidade “partia” o layout…

Recentemente recebi um email, assim como os directores da publicação em questão, deste (web?)designer que justificava o atraso na entrega do layout com os pedidos de alterações que eu fazia, referindo que os pedidos (cumprir regras de usabilidade e acessibilidade, especificações web standard e permitir que o site seja flexível) eram irrelevantes para os utilizadores finais do site e que eu estava a prejudicar a minha empresa. Chegou mesmo a dizer que o facto de eu ter exigido o cumprimento de certas regras no início do projecto revelava falta de profissionalismo da minha parte e que eles sabem o que fazem pois têm clientes como a Danone, Grupo Santander, Multirent, Hotel Travel Park, Atoknet, etc…

Fiquei estupefacto com esta situação, nunca me tinha acontecido… Já trabalhei com diversas empresas e sempre tive uma relação bastante boa com todas elas durante todas as fases dos projectos. A solução? Vou esperar pela entrega final do layout (está prevista para o final deste mês) e depois melhoro o código para se enquadrar com as nossas necessidades.

Conclusão: Recomendo vivamente a … (contactem-me se quiserem saber o nome) para o desenvolvimento de trabalhos de Design, são realmente muito bons, no entanto quando acrescentamos a palavra web ao design e necessitamos de um layout para um site de informação de actualização diária, estão muito longe de serem a empresa ideal a contratar (sempre que penso na primeira versão do layout que apresentaram…. Argh!!!).

No extremo oposto encontra-se a empresa log com a qual trabalhei recentemente na remodelação do layout de um dos nossos sites (Meios&Publicidade). Neste caso só tenho a dizer bem, o Ivo Gomes (da Log) é de facto fantástico e desenvolveu uma solução totalmente centrada no utilizador. As alterações ao layout eram feitas de forma quase imediata e todo o processo de desenrolou rapidamente. Os web standards foram rigorosamente cumpridos, assim como as heurísticas ao nível da acessibilidade e usabilidade.

Os resultados foram de facto muito positivos, o novo layout é um sucesso. Aumentámos de forma considerável o número de acessos ao site, o número de páginas vistas por visita e o tempo que as pessoas passam no site, para além disso diminuímos a taxa de rejeição.

Usabilidade/Acessibilidade & Webdesigners

Estou envolvido num projecto de remodelação do layout de um site de uma das publicações da empresa onde trabalho, assim como a respectiva adaptação deste layout ao CMS que está a ser utilizado neste momento na empresa. Quem se encontra a desenvolver o layout é uma empresa de webdesign que numa primeira fase nos apresentou uma proposta muito bonita, com muitas imagens, muitos cantos arredondados, muitos gradiantes, enfim tudo o que é desnecessário num site de informação. Não quero dizer com isto que os sites de informação têm obrigatoriamente de ser feios, no entanto terá de existir um cuidado acrescido de modo a facilitar o acesso aquilo que realmente é importante, a informação. Obviamente que todos os webstandarts foram esquecidos nesta primeira fase, usabilidade e acessibilidade absolutamente para esquecer. Pior de tudo eram mesmo as notícias que ocupavam cerca de 30% da página, o que para um site de informação é ridículo.

Defini então todas as especificações técnicas que achei essenciais, como validação do HTML e CSS, validação do código ao nível da acessibilidade (por exemplo através do site http://webxact.watchfire.com) e limites para o tamanho total de imagens, HTML, CSS e Javascript.

Devo confessar que a segunda versão que tive acesso estava bastante melhorada, respeitando praticamente todos os requisitos que defini. Continuava a ter alguns problemas em termos de destaque das notícias, também não eram utilizados “headings” para os títulos (o googlebot adora headings), mas para além disso pouco mais havia a apontar. No entanto verifiquei que não escalava no firefox e no IE<7, ou seja o aumento de letra não era correspondido com um aumento das caixas. Foi aqui que se desenrolou uma troca de ideias mais acesa…

Eu defendia a possibilidade de escalar, o webdesigner não via essa necessidade, utilizando o argumento de que poucos sites têm esta funcionalidade em Portugal e para além disso apenas um reduzido número de pessoas é que poderá sentir essa necessidade… Não acho que isto seja obviamente um argumento válido. A questão é muito simples e pode-se fazer uma analogia perfeita: “Se vamos construir um hotel necessitamos mesmo de criar rampas de acesso e instalações adequadas a deficientes? Eles provavelmente também representam uma minoria das pessoas que frequentam o hotel…”, no site passa-se o mesmo, se as pessoas sentem necessidade de aumentar um pouco a letra de modo a poderem aceder à informação de que necessitam, porque não criar essa possibilidade? Têm menos direitos que as outras pessoas que não têm dificuldades?

Enfim lá se conseguiu convencer (?) o webdesigner…

Continuo a ver muitos sites mal construídos por essa web fora, porque simplesmente os webdesigners não se importam, pois dá muito trabalho respeitar todos os webstandarts, para além disso ainda é necessário testar em browsers e resoluções diferentes. Mas esta não é razão para se fazerem as coisas mal feitas, ninguém pode ficar limitado no acesso à informação devido ao sistema que utilizam ou dificuldades físicas que possuam.