A partir do presente dia (Quarta-Feira, 19 de Setembro 2007), o The New York Times online disponibiliza de forma livre o acesso a toda a área que anteriormente era paga. Portanto todas as notícias diárias e opiniões dos colunistas, as ferramentas de personalização e todo o arquivo desde 1987 passam a ter acesso livre. Estas novidades foram anunciadas há 2 dias (17 de Setembro) através de um Press Release no site da New York Times Company.
Caminhamos cada vez mais para uma web livre, onde o conteúdo é disponibilizado sem custos para quem o procura, se não nos é possível aceder a determinada informação por um determinado meio, facilmente acedemos por outro.
No entanto existe um dilema para quem produz informação, para quem é profissional desta área, como rentabilizar um site de informação? A resposta talvez mais directa será “com publicidade”. No entanto é necessário convencer quem compra publicidade no papel (pois apenas estou a considerar estes) de que tem a mesma ou mais projecção no online.
Mas que tipos de publicidade temos online tão atractiva como a do papel? Existem banners, quer sejam apenas imagens estáticas ou animadas (Gifs, Flash, etc), ou anúncios de texto (os mais conhecidos são os do Google Adsense). No entanto já existem diversas ferramentas que bloqueiam a publicidade nos sites e este é mais um argumento para o aumento da relutância de quem compra publicidade no papel também investir no online. Então qual a estratégia a adoptar?
Na minha opinião a publicidade online não deve ser descurada, não se deve investir em muitas zonas de publicidade mas a que existir deve estar destacada e deve ser adequada ao tipo de informação disponibilizada pelo site.
Quando se disponibiliza uma nova funcionalidade num site, se realiza uma remodelação no layout ou se disponibilizam livremente funcionalidades que anteriormente eram pagas, deve-se procurar um parceiro que patrocine estes eventos, sendo sem dúvida uma mais valia para ambos. No caso do The New York Times o patrocinador encontrado foi a American Express, a qual é referida como o primeiro patrocinador das áreas abertas, o que significa que outros lhe seguirão.
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